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Title: Desabafo de um Amante da ferrovia e testemunha ocular dos efeitos pós "privatização"
Author: CFVV
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Ha tempos que venho descrevendo em listas e sites ferroviários os absurdos e a bandalheira que giram ao redor da questão ferroviária aq...

Ha tempos que venho descrevendo em listas e sites ferroviários os absurdos e a bandalheira que giram ao redor da questão ferroviária aqui em São Paulo, que também não é diferente de muitos outros lugares do país. Triagem Paulista é o mais infame cemitério de material rodante desse país. É como o próprio inferno, não é possível fazer nada para salvar o que está lá. Foi para Triagem, acabou e assunto encerrado. Quando houve a remoção em massa de material rodante para lá, em meados de 2010, os sucateriors fizeram a festa e nadaram de braçada com o que estava lá. Materiais que até então estavam recolhidos em pátios ou oficinas, inteiros, foram depenados em questão de dias. Nenhuma autoridade responsável moveu um dedo para impedir que isso acontecesse, porém, para os que apenas queriam fotografar, ou simplesmente conhecer de perto locomotivas lendárias, foram sumariamente proibidos. Fotografar não pode, mas roubar sim. Medo de que as fotos flagrem o furto dos materiais, ou medo de que sirvam para comprovar que os matriais furtados de fato existiam?
Em meio a esse caos, várias entidades com fins de preservação ferroviária, solicitaram a guarda de alguns exemplares para que pudessesm ser restaurados e expostos ao público em museus ou trens turísticos. Os pedidos não deram em nada, sendo que alguns foram negados e outros sabe-se lá que fim levaram. Agora, o DNIT encontrou a solução mágica de vender tudo cmo sucata, pois o material é inservível (as concessionárias não querem), não há interessados em preservá-los (e os pedidos de cessão para fins de preservação?), e o DNIT não dispõe de verbas para custear a guarda dos bens (só tem verba para impedir que fotografem).
Tudo isso pode parecer um absurdo e mais um caso de burrice aguda, mas na verdade é uma ação planejada com rigor. Essa "queima de arquivo" serve perfeitamente ao propósito de apagar os rastros das irregulares e dos crimes envolvendo o patrimônio ferroviário. Não sei se os colegas aí em Minas tem ciências dos fatos, mas no final de 2009, a concessionária ALL (América Latina Logística) foi flagrada em uma operação da Polícia Federal picando e vendendo bens da União. Na ocasião, foi flagrado o desmanche de mais de 200 vagões de carga no pátio de Itirapina, além da venda de carros de aço inox, demonte e venda de pontilhões, viadutos, trilhos, AMV's, equipamentos. Para encurtar a história, a ALL conseguir que tudo que não fose operacional fosse "amontoado" em lugar sob os cuidados do DNIT, eximendo-a de responsabilidade sobre esse material. Agora nesse próximo passo, o DNIT dá um fim a esses bens e morre o assunto. Depois de tudo vendido para sucateriros e devidamente derretido, ninguém poderá dizer que algo havia sumido, enm mesmo se conseguira demosntrar que o que foi vndido no leilão representa umaínfima parte do que havia, e misteriosmnte desapareceu. Sem cadáver, não há assassinato.
Me desculpem se me alonguei sobre esse caso, mas garanto que é um rápido esboço das barbaridades que a ALL pratica contra o patrimônio ferroviário em São Paulo. Essa é apenas uma amostra de como o patrimônio ferroviário está sendo tratado. Embora o fato se limite à ALL e ao Estado de São Paulo, com a FCA a música não é muito diferente. A Diferença é que a ALL atacou primeiro no material rodante, e a FCA na via permanente e no patrimônio edificado. A mensagem está bastante grande, então em outra mensagem eu explico o que acontece com as linhas da FCA, e isso vai de oncontro à proposta do CFVV.
Abraços,
Arqº. Denis W. Esteves
Pres. Instituto História do Trem
Ribeirão Preto - SP

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milton disse... 1 de julho de 2012 11:47

A privatização ferroviaria o governo robou do povo p,ra leloar e o q fez com o dinheiro. Se os 190 milhões de brasileiros não fosse umas putanheiras isso não se realizaria. Faria um plebiscito se o povão aceita ou não e ainda dizer o q fazer fazer com o dinheiro. Enfim, são mais de 8 milhões de km2 de terras de uma fazenda chamada BRASIL.

 
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