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Title: Recuperação do setor torna otimista o futuro da indústria ferroviária
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GOVERNO LULA RESSUSCITOU AS FERROVIAS E O SANEAMENTO NO BRASIL “ Após anos de abandono, as ferrovias voltaram a ter investimentos nos...

GOVERNO LULA RESSUSCITOU AS FERROVIAS E O SANEAMENTO NO BRASIL

Após anos de abandono, as ferrovias voltaram a ter investimentos nos últimos anos.

A Presidente eleita para o proximo mandato no Brasil, Sra. Dilma Rufsef afirmou em (11/08) que o governo Lula ressuscitou os projetos nesse tipo de transporte no país.

Ela citou os avanços do principal eixo ferroviário retomado no atual governo, a Ferrovia Norte-Sul, e as ferrovias secundárias que se ligarão a esse eixo. A candidata argumentou que o Brasil tem muitos problemas nas rodovias porque alguns produtos que são tipicamente transportados por linhas férreas ainda são levados por estradas.

“Enquanto a gente estiver transportando minério de ferro, soja e grãos utilizando rodovias, vamos ter problema sistemático nas rodovias. Esse tipo de transporte é típico de trens”, salientou, pouco antes de participar de um seminário da Associação Nacional de Transporte Ferroviário (ANTF).

Durante a gestão petista, a Norte-Sul avançou 356 quilômetros.

Após décadas de abandono e falta de perspectivas, o setor ferroviário nacional experimenta dias de euforia com as perspectivas de investimentos que ultrapassam a cifra de R$ 75 bilhões nos próximos anos. Estrangulado pelos gargalos logísticos que atravancam o transporte de cargas e pelos graves problemas de mobilidade nas grandes cidades, o Brasil parece finalmente despertar para a necessidade de acelerar a expansão de sua malha ferroviária.

Os reflexos dos novos tempos já são sentidos pelos fabricantes de equipamentos ferroviários no resultado de 2010. A indústria fabricante de vagões, por exemplo, mais que triplicará o volume de 2009. “Começamos o ano com uma previsão de fabricar 2.500 vagões, mas – neste momento – projetamos encerrar o exercício com 3,3 mil vagões fabricados e entregues ao mercado. O volume é bastante significativo considerando que, em 2009, comercializamos apenas 1.022 vagões, devido à crise internacional”, comenta Luiz Fernando Ferrari, vice-presidente do Simefre – Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários.

Segundo Ferrari, alguns fatores impactaram positivamente o setor ferroviário de carga em 2010. Entre eles, o PSI – Programa de Sustentação do Investimento, do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), lançado em meados de 2009 por conta da crise internacional, e prorrogado até 31 de março de 2011, que alavancou as vendas de vagões e locomotivas. “Registramos também uma reação dos mercados externos de minérios, grãos e açúcar, principalmente”, complementa.

A indústria de carros para passageiros está fechando o ano dentro das estimativas previstas no final de 2009. Existe, obviamente, uma variação natural com projetos entrando e saindo de produção, mas o segmento está operando em sua normalidade.

Em 2010, o setor deverá fabricar 421 carros para passageiros, dos quais 41 deverão ser exportados. O desempenho ficará um pouco abaixo do resultado do ano passado, quando foram produzidos 434 carros de passageiros, dos quais foram exportadas 374 unidades. Hoje a indústria atingiu melhor equilíbrio entre pedidos internos e de exportação, destacando-se no momento o mercado nacional, que nos últimos anos teve grande investimento em transporte de passageiros sobre trilhos.

Os empresários do setor estão confiantes em relação aos próximos anos, tomando como base a declaração do ministro das Cidades, Marcio Fortes, de que o PAC 2 vai liberar recursos da ordem de R$ 18 bilhões e que 50% deverão ser utilizados para atender ao sistema metroviário. “Recebemos a declaração como uma valorização do sistema metroferroviário por parte do governo federal”, pontua Ferrari.

Com capacidade instalada para fabricar mais de 100 locomotivas por ano, os fabricantes devem terminar este ano com 65 unidades comercializadas, sendo 25 para exportação, ante as 22 do ano passado.

Atualmente, o setor está investindo para dobrar essa capacidade, com o objetivo de atender à demanda que deve continuar muito aquecida nos próximos anos. Entre os tipos oferecidos atualmente pelas três empresas que atuam no mercado – GE, EIF e AmstedMaxion – estão máquinas diesel-hidráulicas e diesel-elétricas, estas últimas com 4.400 HP, de corrente alternada, que permitem uma redução de 30% no consumo de diesel.

A indústria ferroviária brasileira investiu mais de R$ 1 bilhão nos últimos anos e no momento possui uma carteira de encomendas de 1.200 carros para passageiros, 150 locomotivas e 9.000 vagões para os próximos dois anos, além de serviços de reparação e modernização de vagões, locomotivas e carros para passageiros.

Os empresários do setor projetam colocar no mercado no próximo ano cerca de 100 locomotivas, 450 carros de passageiros e 5.000 vagões. A indústria ferroviária tem uma expectativa de obter uma receita da ordem de R$ 3 bilhões em 2010, ante os R$ 2,1 bilhões faturados em 2009.

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