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Title: Bom Sinal entrega VLT Fortaleza em julho
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Trem será usado em Recife (PE), Maceió (AL), Sobral (CE) e Arapiraca (AL) A Bom Sinal, fabricante nacional de Veículos Leves sobre Trilhos ...


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Trem será usado em Recife (PE), Maceió (AL), Sobral (CE) e Arapiraca (AL)

A Bom Sinal, fabricante nacional de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), entregará em julho o primeiro trem para o VLT de Fortaleza (CE). Esse é o primeiro dos seis trens de quatro carros encomendados pelo Governo do Ceará. O último trem deve ser entregue em dezembro deste ano.

A empresa também tem contratos em andamento para Recife (PE), Maceió (AL), Sobral (CE) e Arapiraca (AL).

Para Recife serão fornecidos 7 trens de três carros. O primeiro também deve ser entregue em julho e os outros entre outubro deste ano e janeiro de 2011.

A entrega da encomenda de oito trens, com três carros, para Maceió está prevista para começar em agosto deste ano e terminar em janeiro de 2011.

Já os trens de Sobral devem ser entregues a partir de setembro, com a finalização em agosto de 2011. Serão 5 VLTs com dois carros.

A Bom Sinal também fechou contrato com a prefeitura de Arapiraca para o fornecimento de dois VLTs de dois carros.

A companhia fabrica VLTs há cinco anos e tem dois trens funcionando entre Juazeiro e Cariri, cidades do Ceará.

Cada trem leva em média quatro meses para ser produzido. Mas o período depende do layout definido pelos clientes.

“O VLT é um veículo que se adequa a vias (férreas) existentes, que quase todas as cidades tem”, explica o diretor comercial da Bom Sinal, Marcio Florenzano.





VLT: movido por eletricidade ou diesel?

Com o incremento das obras de mobilidade no País, um sistema de transporte com maior capacidade e menor custo de implantação tem ganhado espaço no mercado brasileiro: o VLT (Veículo Leve Sobre Trilho).

Para atender a uma demanda cada vez mais crescente, diversas empresas mundiais têm apostado no potencial brasileiro. Siemens, Alstom e Bombardier, por exemplo, são gigantes que se interessam pelos projetos deste tipo no País – apostando na energia elétrica para conquistar novos clientes. Já a Bom Sinal, empresa brasileira que também investe neste nicho, oferece ao mercado VLTs movidos a diesel ou biodiesel.

Para José Baião, presidente da Aeamesp (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô), por uma questão histórica, a tendência é que os sistemas elétricos sejam a maioria a entrar em operação em território nacional.

“No passado, tivemos uma boa experiência com os bondes elétricos. Entretanto, este modelo de transporte foi abolido. Já na Europa, os VLTs em operação são a evolução do sistema de bondes. Por isso, devido à vivência e ao êxito obtido no passado os brasileiros devem optar pelo sistema elétrico”, argumenta.

Todavia, a Bom Sinal tem abocanhado bons negócios no Nordeste brasileiro. Recentemente, a companhia entregou as composições que integram o sistema de VLTs do Ceará. Além disso, foi a vencedora dos contratos para fornecer o sistema à Maceió e Recife (PE).

“O sistema movido a diesel é muito positivo para regiões menores, pois estas não possuem grandes centros poluidores. Além disso, as composições são renovadas sem a necessidade de modificações drásticas das vias de circulação”, explica Baião.

Contras do elétrico

Segundo projeções da Bom Sinal, a diferença entre a implantação de um VLT Elétrico e o diesel é que o custo do primeiro supera em US$ 20 milhões, por quilômetro, o valor do sistema nacional. (*)

Porém, Juarez Barcellos, gerente de Vendas da Siemens, destaca que “o custo de implantação do sistema depende, sobretudo, das características da linha a ser construída, podendo variar dependendo do tipo de solo, ocupação e necessidade de desapropriação, demanda estimada para o sistema, comprimento da linha, compartilhamento da faixa e volume de obras de arte, entre outros fatores”.

Baião é enfático ao defender que para as grandes cidades a melhor opção é o sistema elétrico. “Nossas metrópoles já sofrem demais com a poluição dos automóveis, caminhões e ônibus. Não seria admissível um sistema que colaborasse com este problema”, destaca.


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