
O assunto foi animadamente debatido durante a Conferência Anual da Arema, a Associação Americana de Engenharia e Manutenção da Via, que terminou esta quarta feira (21), em Minneapolis. A instalação obrigatória do controle automático de tráfego tem força de lei, e foi aprovada pelo Congresso sob a comoção de um acidente entre um trem de carga da Union Pacific e um trem de passageiros da Metrolink, ocorrido na Califórnia, em 12 de setembro de 2008. No acidente, morreram 25 pessoas e 135 ficaram feridas. Em pouco mais de um mês, em 16 de outubro do mesmo ano, o Congresso editou e aprovou uma lei de 315 páginas, o Rail Safety Improvement Act.
A Lei tornou obrigatória a instalação do que chamou, oportunisticamente, de Positive Train Control, impondo o uso de Cab Signal, Automatic Train Protection e supervisão por CCO. Fora o financiamento para o desenvolvimento da tecnologia, os órgãos do governo americano não participam do investimento. As ferrovias devem instalar e manter os sistemas com recursos próprios. A lei foi regulamentada em janeiro de 2010 pela Federal Railroad Administration.
Durante a feira Railway Interchange, que acompanhou o congresso da Arema, os stands mais animados eram os dos fornecedores de sistemas de sinalização. Nas seções do congresso, as discussões eram sobre como aproveitar a sinalização automática para melhorar o desempenho das ferrovias de carga, reduzindo o intervalo entre trens e diminuindo as paradas nas chaves.
Nos EUA, o mercado de sinalização ferroviária é dominado por duas empresas: a Union Switch\Ansald e a GE Sinalização, a quem devem ser atribuídos os principais contratos nas ferrovias de carga. Mas o mercado aberto pela lei é vasto e outros fornecedores como Wabtec, Parsons, Systra e Lockheed Martins estão multiplicando fornecimentos. Para as 30 mil pessoas que morrem todos os anos em acidentes automobilístico nos EUA, sem que haja nenhuma medida decisiva para reduzir o número de vítimas, os 25 mortos do acidente na Califórnia tiveram um efeito e tanto.
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